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sexta-feira, 24 de abril de 2015
NÃO QUERO TE DIZER ADEUS
Jamais vou entender o motivo da nossa separação
Pois não existe algúem nesse mundo
Que eu queira tanto ao meu lado, se não for você
Por quê meus esforços e sonhos não são bons pra voce?
E por quê tudo na vida tem valor e razão, menos eu?
A minha felicidade se foi com você
Outro melhor do que eu você não encontrará
Também não encontrarei alguém assim como você
Eu fui capaz de tudo só pra ter a vitória de ter você pra mim
Passado, pessoas e lutas, nada disso foi maior do que o meu querer
Por que você não pode me amar e me querer da mesma forma que eu te quero?
Vou carregar eternamente a derrota de ter te perdido
Mas também o orgulho de saber que um dia você foi somente minha
Vem me dizer onde errei que eu te peço perdão
Quero sentir suas mãos e o seu beijo de novo
Eu sempre quis provar pra você a força do meu amor
Amor esse que não aceita uma outra mulher
Eu pertenço a você e você a mim
E eu prefiro deixar de existir
Do que ter que te dizer adeus.
Mário Kazama
sábado, 28 de março de 2015
VILÃO
Pra você eu serei sempre um insano
Um agente do caos, um louco
No seu ver, todos os meus atos são criados
E direcionados para te fazer o mal
E nada dos meus sentimentos e sonhos valem pra você
Porque você insiste em me ver como um vilão?
Porque aos seus olhos eu sou o filho das trevas?
Não existe sujeita e nem mentiras onde se mora o amor
Mas pra você, todo e qualquer ato e gesto que venha de mim
É sujo, falso e perverso
Não entendo porque você me enxerga assim
Não é do meu querer te fazer mal algum e pelo contrário
Se eu fosse um vilão, não existiria amor em mim
Nem amor nem nada de bom que guardo e sinto em meu coração
É doloroso saber, que sempre pra você
Eu sou alguém que te faz mal
Meus gestos sinceros de bondade não são compreendidos
E talvez até ignorados
Só queria que de uma vez entendesse
Um vilão não chora por amor
Nem sofre por saber que seus olhos me olham com desprezo.
Eu não sou um vilão
E por mais que você insista em me julgar assim, entenda
De um coração negro não se brota o amor
E é de amor e esperança que meu coração ainda bate
E bate somente por você...
(Mário Kazama)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
TALVEZ
Talvez se eu rezar toda noite
Você voltará a me amar
E talvez, se eu chorar todos os dias
Você se lembrará de mim
Talvez...
Talvez se eu segurar suas mãos com carinho
Você me entenderá
E talvez, se eu beijar os seus lábios
Você me perdoará
Talvez... talvez...
E talvez, se eu beijar os seus lábios
Você me perdoará
Talvez... talvez...
Talvez em um abraço de saudade
Você sinta meu coração
E esqueça nossa ultima briga
E lembre do nosso primeiro beijo.
Talvez....
Você sinta meu coração
E esqueça nossa ultima briga
E lembre do nosso primeiro beijo.
Talvez....
Talvez se eu implorar para Deus eternamente
Você volte pra mim
E talvez se eu morrer por amor a você
Você acredite em mim.
Talvez.
Talvez....
Mário Kazama
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
ABANDONO
O que aconteceu?
Onde foi parar todas aquelas juras e promessas de amor que fizemos?
Quando foi que você decidiu que eu não era mais útil na sua vida?
Você se lembra quando nós dois
Deitávamos na grama e pensávamos no nosso futuro juntos?
Lembra também como um abraço no meio da chuva
Era mais confortante do que qualquer coisa no mundo?
Qual foi o momento em que você me expulsou do seu coração?
Qual foi o motivo de você me deletar dos seus planos?
Tudo que nós vivemos, sonhamos e lutamos
Isso não vale de nada á você?
Quando foi que você se tornou uma pessoa tão egoísta e cruel?
Antes eu te declarava amor em cada respiração
E seu corpo reagia ao meu como se fossemos feitos um para o outro
Enquanto seus olhos lacrimejavam quando percebia que chegou a hora de ficar em mim
Sinto falta dessa pessoa que conheci e amei tanto
Carinhosa, meiga e natural, me dava prazer só de ficar te observando
Como é saber que os pensamentos que escrevi um dia para outro alguém
Pensamentos ruins e dolorosos
Agora se encaixam perfeitamente pra você também?
Como uma pessoa que despejei tanto amor, hoje me trata como um ninguém
Uma mera opção na vida que foi descartada, pois não é mais útil
Por que você não se importa em me fazer sofrer?
Você foi a melhor coisa em minha vida em anos
E hoje prefere ser mais um trauma que eu sou obrigado a superar
Não é justo o que tem feito comigo
Tudo que eu queria era seu amor pra mim, só pra mim
Mas você não permitiu, nenhuma das vezes
Não devo ter sido nada pra você, só mais uma aventura sem importância
A maior covardia a se fazer, é despertar o amor em alguém
E depois o jogar fora, isso não se faz.
Espero que um dia você perceba o erro que cometeu
Eu não espero mais nada de bom vindo de você pra mim
Só espero que você me magoe
Mas isso você não tem restrições, e já está fazendo.
Sinta-se em paz por ter destruído meu coração
E minha ultima esperança de ser feliz e acreditar no amor.
Não precisava ter sido assim...
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
VAI FICAR TUDO BEM
Não tenha medo
Eu vou voltar para casa um dia
Espero e rezo
Para Deus e Jesus todos os dias para te manter segura.
Não fique acordada até muito tarde
Não se esqueça de economizar enquanto estou fora
Vai ficar tudo bem,
Vai ficar tudo bem.
Olhando pro céu
Você pode ver que as estrelas esta noite
Há uma luz brilhante
Brilhando em você, sou eu hoje à noite pensando em você
Eu estou ao seu lado
Tudo que você tem a fazer é fechar os olhos
E eu estarei ao seu lado
Dormir com você enquanto você dorme hoje à noite
Vai ficar tudo bem,
Vai ficar tudo bem.,
Já faz mais de um ano
Já faz muito tempo desde que eu estive contigo
E essas cartas de medo
Que você me enviou estão cheios de lágrimas
Olhando pro céu
Você pode ver que as estrelas esta noite
Há uma luz brilhante
Brilhando em você, sou eu hoje à noite pensando em você
Eu estou ao seu lado
Tudo que você tem a fazer é fechar os olhos
E eu estarei ao seu lado
Dormir com você enquanto você dorme hoje à noite
Vai ficar tudo bem,
Vai ficar tudo bem.,
Já faz mais de um ano
Já faz muito tempo desde que eu estive contigo
E essas cartas de medo
Que você me enviou estão cheios de lágrimas
Não há necessidade de suas lágrimas
É como se fossem morteiros na atmosfera
Só mais um pouco e eu estou livre para partir daqui
Eu vou trazer algumas lembranças de tudo que vivi
Mas vai ficar tudo bem
Vai ser tudo, tudo bem...
Tempestades de areia e vento
Agora eu travo uma batalha sozinho
O destino e o medo estão contra minha defesa
Ontem à noite eu sonhei
Que eu nunca iria acordar novamente
Eu queria que isso acabasse
Mas essas feridas da guerra são difíceis de consertar
Mas vai ficar tudo bem
Vai ficar tudo bem.
Não tenha medo
Porque eu vou voltar para você
Não deixarei de orar
Para Deus e Jesus todos os dias
Para mantê-la segura
E não deixe de me amar enquanto estou longe
Eu estou longe
Portanto, não durma muito tarde
Quando se sentir sozinha
Pense em mim e olhe para o céu e as estrelas
Que eu sempre estarei ao seu lado
E com você todas as noites eu dormirei
É triste e doloroso, eu sei
Mas toda conquista na vida tem seu preço
Só quero me orgulhar, de um dia acordar de manhã
E a pessoa que lutou por mim não desistiu
E está em meus braços dormindo com um sorriso de paz no rosto
E vai ficar tudo bem,
Vai ficar tudo, tudo bem...
Mário Kazama
TEORIA DO FIM
Não é preciso nenhum veneno para cometer suicídio.
Basta perder o prazer de viver, de amar, de conquistar e ser útil.
Quando deixamos de viver as mais singelas coisas da vida já estamos mortos.
A morte é mais um estado que fato isolado. Ha muitos mortos que vivem até hoje com suas obras.
Eternos influentes com o fruto de seus trabalhos.
Mas também há muitos mortos que andam, falam, comem e pensam estar vivos, mas não sabem o que é vida.
Suicídio é tudo aquilo que fazemos contra nossa vida a cada dia, mesmo sem irmos para o caixão.
O veneno mais forte é o sentimento.
Depressão, mágoas, complexos, ódio, medos e desamor.
Talvez você nem percebeu, mas já se suicidou...
Mario Kazama.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
A ULTIMA CARTA DE UM COVARDE
Tudo que eu não queria era estar fazendo esses versos
Citando tais palavras e vertentes
Eu gostaria de estar falando de o quanto a vida é bela
E o quanto o amor e o destino são dígnos comigo
Mas saiba que não foi por falta de tentar
E ter criatividade de driblar as catástrofes da vida
E mesmo assim, bebendo do horizonte dos meus próprios sonhos
Sempre saí sangrando das grandes guerras que travei e perdi
Lutando como um lobo solitário, apavorado e acanhado
Mas valente a ponto de crer que o destino poderia ser dobrado ao meu favor
E o quão tolo eu fui não é mesmo?
Marcado com ferro em brasa, na mente e na alma
Com um rótulo cruel de desmerecedor da felicidade
Rasgado ao meio, por dentro e por fora e jogado no abismo
Com uma bandeira cravada em meu ser, bandeira essa de um sonhador marginalizado
Meus feitos nada foram do que meras faíscas no meio de uma tempestade de gelo
Levando a culpa dos pecados de uma geração inteira
Violaram minha alma, minha mente, eu corpo e coração
Hoje não sou nem metade da pessoa que um dia eu fui
Convivendo com restos mastigados do que sobrou de mim
Eu só queria pregar o bem e o amor no coração daqueles que me são importantes
Mas falhei, falhei miseravelmente comigo mesmo e com os poucos que confiaram em mim
Hoje sinto pena e desprezo por mim mesmo
E não consigo entender as regras do destino e da vida
Eu só queria ser feliz, não consegui
Não consigo desde sempre, desde quando me lembro
Talvez essa tal felicidade não saiba o meu endereço
Ou Deus se arrependeu de ter criado tal criatura como eu, e está me punindo
Me fazendo aspirar as cinzas dos meus pecados e fracassos
Destino, porque sempre foi tão cruel comigo?
Vida, porque nunca me deixou seguir meu próprio caminho?
E ter meus méritos e sonhos conquistados?
Nunca fui uma má pessoa, á ponto de ter o ódio dos deuses e de mim mesmo
Mas também não devo ser bom o suficiente para ter o direito de ser feliz
E ter as mãos estendidas por Deus, recebendo sua misericórdia e benção
Perdão á todos em que decepcionei
Nunca foi minha intenção ser um delinquente nem um vilão sem alma
E o que me fez de pé até agora foi a vontade e a esperança
De ter minha vida finalmente dedicada em desfrutar da felicidade
Mas falhei, pois não me deixaram viver e cultivar meus sonhos
Hoje o que sobrou de mim se alimenta de decepções e medo
Pois só com isso o destino me presenteou
Cicatrizes na minha alma, feridas internas no meu ser
Meu corpo e meu coração não suportam mais ter ódio de mim mesmo
E quando vejo de pé todos aqueles que são meus carrascos
Rindo da dor que com prazer me fazem sentir
E Deus, como todos insistem em crer como o divino superior da vida
Aparenta assistir minha queda sem dar muita atenção
É como dizem, temos que perceber e aceitar
Que Deus não se importa mais com nada, e nada vai fazer sobre o destino melhorar
Crer também que ele não te ama, nem está preocupado com seus sentimentos
Pois é, agora eu creio e aceito isso, mesmo indignado, mas aceito
A vida nunca foi justa, pelo menos pra mim, justiça e felicidade não meras lendas
E tem aquela velha frase que alguém criou bem diz:
Morra como um herói, ou viva o bastante pra se tornar um vilão
Já me tornei um vilão nos olhos e mentes de muitos que me avistavam como herói
Agora posso desistir de mim mesmo, com pena, mágoa e ódio
De Deus, das pessoas, do destino, do mundo e de mim mesmo
Só nunca vai se apagar o amor que um dia alguém conseguiu plantar e restaurar em mim
Amor esse que sinto também por ela, e por poucas pessoas ao meu redor
Isso eu levarei comigo, pois só o que me resta são os meus sentimentos
Sentimentos esses desprezados pela vida e pelo destino
É assim que se começa o fim
É assim que o fim se acaba.
Eu tentei dar o meu melhor, mas falhei
Perdoem-me.
Mário Kazama
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Não existe amor em SP
Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus.
Criolo.
domingo, 25 de agosto de 2013
A Chave do Seu Coração
Tão jovem, delicada e incandescente
Seus belos olhos transmitem clareza e mistério
O que será que elas esconde por trás daquele olhar?
O que ocupa seus vastos e misteriosos pensamentos?
Não se sabe muito sobre ela, talvez ninguém saiba
Ou talvez não se tenha muito pra saber
Mas eu sinto que por trás daquele sorriso tímido, mas belo
Por trás daqueles cabelos negros e por trás de seu pequeno corpo
Existe belezas escondidas, sentimentos sinceros e um coração valioso
Não sei se alguém conseguiu ou conseguirá abrir essa caixa de surpresas
E feliz será o homem que tiver a chave desses mistérios
Andar sobre a ponte de pensamentos, olhar fixamente em seus olhos
Enquanto sente levemente seu coração pulsar
E descobrir as virtudes e sonhos que vivem em sua alma
Doce e jovem garota, um dia descobrirei seus segredos
O caminho certo para alcançar seu coração
Enquanto toco em suas mãos com leveza
E sentir e te presentear, com um sentimento tão belo
Que você jamais pensou em existir
Mas este está guardado pra você, quando eu achar a chave do seu coração...
Mário Kazama.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Lágrimas no Abismo
Passos largos no escuro, entorpecendo a mente com um pouco de ilusão
A dor já não me queima, pois faz parte do meu ser, do meu corpo, de mim
Por ironia do destino, me deixo cair nas garras da perdição
Pois meu corpo agora é o fruto das minhas próprias fraquezas
Ei garotinha, acorde! O mundo é muito melhor do que isso que te cerca
Seu olhar quebradiço e seus abraços desesperados me explicam sua dor
Seus medos, cicatrizes e sua louca vontade de que tudo se vá pra bem longe
Enquanto me abraça, sinto bater no seu coração uma lágrima....
Momento de paz e ternura que muito você não sentia, mas sempre queria de alguém
Uma mão te salvando do abismo, um abraço e um beijo de amor
Um leve toque suave e sincero no seu rosto....pra te mostrar que a luz ainda te espera
O mundo te desenhou de forma dolorosa, um retrato borrado da vida
Mas só você é capaz de sair da escuridão.
Não é demais querer isso de você menina,
Pois sua fragilidade e o seu medo do novo te assusta
E sim amor, eu sei que eu não devia me envolver demais...
Mas não pretendo te ver cair novamente
E se for cair, que seja num mar de rosas rente aos meus braços
Limpa, vivida, saudável, liberta......feliz......
"Sé de lágrimas que se fez seu passado, construa seu futuro com amor"
Mário Kazama
domingo, 2 de junho de 2013
Maldição
Dentro de meus sonhos ela me atormenta
Como uma doença incurável
Uma ferida podre em minha mente
Que insiste em sangrar e me danificar covardemente
Já não faz mais parte de minha vida, no meu coração não habitas mais
Mas insiste em atormentar minha alma, agredindo meu inconsciente
Faz dos meus sonhos noturnos, pesadelos paranoicos
Por que persiste em fazer da minha vida uma eterna agonia?
Eu venderia minha alma ao diabo, ou a quem quisesse comprar
Só pra me livrar da maldição que é me lembrar, mesmo que inconsciente, de você
Eu imploro a quem quiser me ouvir e me salvar
Tire essa maldição de mim, tire esse tormento das minhas veias
Demônio pálido de olhos castanhos, não mais quero ver-te em meus sonhos
Não pertenço mais a você, nos seus braços não procuro mais conforto
Pois eu sei que de mim, só quer meu sangue e minhas lágrimas
Nunca mais te dou o prazer de me ferir, não mais, nunca mais!
E vou lutar contra sua tortura, até onde minha sanidade permitir
E mesmo se eu perder esse conflito, não permitirei que me leves novamente
Pois o calor congelante da morte vai ser mais confortante
Do que viver com essa loucura dentro do meu ser....
Mário Kazama
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Racionalmente Emotivo
Aprendi a viver sem você
Eu te disse, não sou tolo e fraco como tu pensavas
Mais tem a vida pra me presentear do que esperar algo
Vindo dos bolsos das suas controvérsias
E aqui estou eu, de pé, vivo e respirando
Fumando? bebendo as vezes? E quem nunca? Me diz?
A vida adulta e honesta nos propõe vícios humanos e errantes
Mas você nunca vai saber disso, pois você sempre se achou
Boa e perfeita demais pra errar humana e inocentemente
Portanto, seus erros são sujos e assombrosos
A ponto de fazer Hades e os anjos das trevas chorarem
De vergonha por terem inventado a perversão, e você ser
O retrato maior e mais cruel dela
Mas não se defenda, não quero saber de argumentos regados á hipocrisia
Estou cada dia mais perto de tocar na luz da vitória
E portanto você, nada faz parte disso, pois nunca fez questão ao menos
Hoje já consigo me olhar diante ao espelho e gostar mais de mim
Bons amigos, e uma família adorável e fiel que ganhei de presente da luz
Mas não quero ser falso em modéstia, sou bom também
Quando consigo, e quando quero, no fundo eu sei disso
Quem não sabia era você!
E por fim, o que é dor, se transforma numa página do passado
Nuvem de fumaça que o tempo cada vez mais vai afastar de mim
E você, bom, você só é nada mais
Do que as cinzas que cai já mortas e queimadas do meu cigarro
E que o vento leva pra longe despedaçando
Pra logo após, um outro alguém pisar sem ver
E finalmente ser esquecida e sumir ruma ao nada....
Feliz? Eu? Não sei....
Mas to quase lá, e literalmente liberto
Andando com as minhas próprias pernas...
Mário Kazama
sábado, 11 de maio de 2013
Platonicamente
"Não pude deixar de notar
Seus belos olhos claros, quase que incandescentes
Se escondendo levemente entre a franja de seus cabelos
E sobre a fumaça de um cigarro qualquer
Eu blasfemo contra o destino ruma ao inconciente
Aglomerando sentimentos incalculáveis
Por uma simples e modesta foto
Imagem essa que meus olhos se encantam e minha mente se fascina
Como uma ilusão melancólica, me deito novamente sobre o efeito da ilusão
E penso novamente no que o imaginável me permite ter..."
Mario Kazama
terça-feira, 12 de março de 2013
Desapego
Como o destino é inesperado
Tudo tão estranhamente se cria e se desfaz como num piscar de olhos
Sentimentos, cores, sensações, prazeres, medos e a própria fé
Foi como uma chuva de agulhas penetrando meu ser
Incessante e instantaneamente, passando pela minha alma
Pensei até que não ia suportar continuar com esse desagrado preso em mim
Me faltava o ar, perdi totalmente a vontade de viver em meu corpo
Ou pelo menos eu anteriormente pensava que seria assim
Uma nuvem poluída e talvez um aperto de lamento no peito
Como um gosto amargo na boca, que insiste em encomodar,
Uma ferida aberta no peito, que sangra sempre que se pensa demais no passado
Foi tudo ou só isso me restou
É como se destacasse uma página rabiscada de um caderno
Jogando quase que uma vida fora, experiências boas e ruins
E começando novamente, um rascunho de algo novo, numa folha branca
Difícil, mas necessário,não olhar pra trás
E mesmo acordando com um rumo novo na vida
Nossa consciência insiste em nos reprimir
Nos fazendo lembrar de algo que não mais deve ser lembrado
Esquecido e adormecido na frustração, mas não é tão fácil como parece
Mas o dia está chegando, cada vez mais próximo
O dia em que vou acordar, olhar pra frente e me sentir totalmente livre
E quando eu me sentir assim, um respiro puro de alívio e desapego
Vai me conduzir ao rumo novo na vida, rumo esse menos distante da felicidade...
(Mário Kazama)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Febre compulsiva
Eu fugi, fugi da minha vida, das pessoas ao meu redor, do lugar onde eu cresci.
Fugi também das mágoas, do medo e da falta de humanidade os outros
Mas algumas delas decidiram me seguir, como um pesadelo de olhos abertos
Já não me ponho no lugar sem ter que lembrar de algo que já vivi
Muitas vezes coisas que me perpetuaram de forma insana e pavorosa
Não consigo me livrar da sensação de tocar em sua pele
E de sentir, o cheio mortal e tentador dos seus cabelos
Meu sangue pulsa, e só de perceber que após dormir a decadência do passado se envolve sobre mim
Os pesadelos doentios agora me senguem até quando estou acordado
Como não ouvir uma certa canção, e não lembrar de você?
Maldito coração, que insiste em manter sua alma viva dentro do meu ser
As vezes olho pra você, as vezes até falo, mas preferia não olhar, e nem lembrar de ti
Tudo á seu respeito me magoa, como uma febre compulsiva, não consigo me livrar
Da sensação do seu corpo quente junto ao meu, mesmo isso me machucando e sangrando
Como uma farpa inserida nas minhas veias, já não sei onde começa e termina meus limites
Se estou vivo ou prestes a morrer, respirando, ou se estou sentindo frio
Nada disso me importa mais, a angústia e o medo já me consumiram loucamente
Eu só peço, se alguém estiver ouvindo meus sussurros de lamentação
Que me tire desse cativeiro, de incertezas e ilusões, onde tudo me envenena
E meus pensamentos não mais posso controlar, já estou prestes a desistir
Só não sei se desistindo, onde vou parar...
Mário Kazama
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sequela emocional
Mais uma vez me sinto em dívida comigo mesmo, em dívida com as pessoas e com a vida em si, talvez eu esteja errado, talvez eu sempre estive errado, errado até em pensar em estar errado.
O chão frio, janelas abertas e os vizinhas lá fora insistem em poluir o ar com seus gostos estúpidos por melodias pervertidas, não importa em que planeta estou, tem coisas que nunca mudam.
Levando de manhã, já não aguento meu próprio corpo novamente, passo diante do espelho sem olhar, prefiro não olhar pra ele, não o olho por dias, prefiro assim, prefiro não olhar mais....
Deitado sem pretensão de me mexer, um turbilhão de pensamentos faz explodir uma overdose silenciosa de insatisfações dentro da minha cabeça, e igual a uma musica do Morrissey, permaneço remoendo milhares de vezes em pensamentos difusos, tudo que já se foi, e tudo que ainda não vai ser.
Já de pé em frente a rua, tento não desfalecer diante da paisagem deprimente que tenho como vista, sempre que insisto em me jogar no mundo, enquanto tento por a cabeça no lugar o sol insiste em vaporizar cada partícula dos meus poros, ás vezes eu só quero um cigarro e um café amargo, pra me fazer companhia enquanto decifro meus fracassos, ás vezes só quero deitar e dormir até que eu me sinta em paz comigo mesmo, ás vezes nada faz sentido, pois nada mais importa.
Mas ás vezes, decepcionado com o destino...
...ás vezes eu não quero mais nada...
Mário Kazama
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Fascínio anônimo
E lá estava eu, com os olhos mórbidos tentando focar o olhar
Em algo que mantivesse minha mente distraída
Pessoas, passos, barulhos irritantes, gestos, calor...
Olho pros lados, o desconforto e as sacudidas do veículo só me deixa mais inquieto
E tudo que eu tento fazer é manter meus cabelos em ordem...
Meio sufocado e meio desengonçado, meus óculos escuros são meu escudo
Para disfarçar minha expressão de insatisfação e frustração
Mas ao olhar de relance pros lados, em um deles vi aquela figura
Sentada, muda, mexendo nos cabelos, enquanto sussurrava bem baixinho
Uma canção que ouvia com seus fones coloridos, esperados em seu celular
No momento, pensei que ela ali, nem notou minha presença
Mas quando olhei de novo, lá estava ela, cedendo seu lugar, e sentando no acento das janelas
E sem dizer uma palavra, quimicamente me convidando pra sentar me ao seu lado
Sentei, com vergonha e um pouco de medo, nem sabia me mexer
Pois seus olhos claros e os cabelos loiros me ofuscavam
Olhava pra janela, sussurrando as canções que ouvia, e quando dava, em frações de segundos
Desviava os olhos pra mim, meus cabelos longos e meus óculos escuros ofuscavam ela também
Nenhuma palavra foi dita, mas ela sentiu o que eu senti também
Nenhuma expressão forte foi feita, mas ao fundo do acontecido, se percebe o sentimento
Talvez ela só esperava uma palavra minha, um gesto á mais do que um simples cruzar de braços
Mas eu estava preocupado e com medo demais pra dizer um simples oi pra aquela bela garota
Uma aparição, talvez a única boa chance que tive de conhecer a felicidade
Mas eu a deixei ir, eu desperdicei, por ser tolo e inseguro demais.
E prestes a ir embora, ela se levantou, e mesmo não sabendo onde estava meus olhos
Pois eu os cobria com com óculos, ela sorriu, um lindo sorriso
Se levantou, e saltou para a calçada, para a rua, e para seu destino
Talvez eu nunca mais a veja, talvez eu devia ter sido mais corajoso e audacioso
Quem sabe um dia....
Quem sabe numa outra vez....
Mas até lá, vou ficar a pensar, no anjo que sorriu pra mim, e eu o deixei ir...
Mário Kazama
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Mensageiro do amor
Como uma nuvem de pureza ele caminhava
Seus grandes olhos azuis fluíam inocência e amor verdadeiro
Não importa o que aconteça, sua demonstração de carinho era infinita
Pequeno grande ser, que por mais que não saiba falar
Expressa e ensina sem nenhuma palavra, o verdadeiro amor
Sem pedir nada em troca, sem te iludir e nem te abandonar
Nas noite frias ele quer ser acolhido, pois em troca de atenção
Lhe presenteia com um pouco de ternura, pra acalmar o coração
Tão pouco ele viveu, tão pouco brincou e aproveitou a vida
Anjo feupudo em pele felina, inocente alma que só queria viver
Pois disso ele gostava, dava valor a cada minuto, se via isso nos seu olhar
Se sinto ás vezes que Deus existe, é com essa conexão linda e mágica
Que os animais tem com algo bom e divino
São pequenos, frágeis e não sabem se expressar
Mas muito de amor e consideração devemos aprender com cada um deles
Obrigado por ter feito parte da minha vida, e me mostrar
Que o amor puro vem de lugares onde menos imaginamos
E que nos conforta de forma pura e sincera...
Descanse em paz, e que um lugar bom esteja preparado para você, e para cada ser inocente que se tem a vida roubada covardemente, por aqueles que pensam que podem decidir quem vive e quem morre.
Você estará para sempre no meu coração.
Te amo...
Mário Kazama
sábado, 29 de setembro de 2012
Vírgulas
O que nos faz viver? Como ainda temos iniciativa de lutar?
Se cada vez mais as pessoas nos mostram como podem ser cruéis
O mundo nos cospe na cara, cada fragmento de derrota que vivemos
Nossos sonhos se tornam cada vez mais distantes
Falsos, ingênuos e desafiadores
Dividimos nossa vida, pensamentos e e sentimentos
E as pessoas simplesmente os descartam como um papel amassado
Numa sociedade onde seu sangue suado e sacrificado não é o bastante
Os poderosos se tornam mais poderosos, e os fracos mais fracos
Uma névoa de alienação e medo cobre aqueles que poderiam se levantar
E lutar por uma vida mais digna e honesta
Mas preferem se sentar e ver passar diante dos olhos, o mundo se dissolver em mentiras
A vida de muitos é decidida por poucos, esses porém plantam o caos
Pessoas vendem suas vidas para sobreviver, para não ter fome
O amor é vendido em porções para quem pode pagar mais
Se tem mais valor, se dá mais amor aos objetos, ao invés de pessoas
Não se pensa, não se fala e não se demonstra desconforto
É perigoso pensar muito, e ser caçado como um animal selvagem
Num caos social, onde a sociedade é manipulada com um falso clima
De evolução urbana e e tecnológica, mas na verdade marchamos
Como cordeiros cegos, sobre o comando de tiranos manipuladores
Desumanos e imorais, pregando um falso moralismo com um falso véu de bondade
Ensinando nossos filhos a jogarem fora o amor e o afeto pela vida e pelos demais
Para se transformarem em máquinas estúpidas e agressivas
Até quando marcharemos para o precipício da ignorância?
Não volto mais minha alma e minhas lágrimas
Para uma vida tão injusta e cruel
Se o amor e a verdade não florescem mais nos corações humanos
E a imoralidade e perversão brilham nos olhos alheios
Vou voltar pro meu mundinho de vidro, pois acho que eu não sou daqui...
Mário Kazama
Amor corrompido
Aconteceu novamente sem nenhum motivo importante
Sua falta de emoção foi mais uma vez, maior do que meu sentimento
A aspereza e a frieza te rodeiam feito névoas escuras
Não entendo seus coração, sua boca diz sim, mas seus olhos me negam
Muitas vezes penso que invés de sentimentos, bate no seu peito
Uma engrenagem fria e negra de ferro
Dessa vez não vou voltar atrás
Suas palavras, sempre direcionadas e especialmente miradas
Para derrubar meus gestos frágeis e minhas lágrimas
Fico pensando se você age assim com todos ao seu redor
Ou se me escolher especialmente para depositar sua frieza
Já não suporto mais lutar para te entender e te concertar
Exijo que vá embora, para não precisar voltar
Não olhe para trás, pois isso de nada vai adiantar
Já não controlo minhas lágrimas se exaltando de meus olhos
Segurando forte as grades do portão ao te ver partir
Com o coração partido, vendo um sonho acabar
Mas a culpa não foi minha, dei sempre o melhor de mim
Você partiu, e eu também prefiro não olhar para trás
A gola do meu vestido já está úmida devido às lágrimas
Tiro lentamente a aliança que por anos, se prende ao meu dedo
Me ajoelho perante a grama, e choro novamente
Sentindo a falta da pessoa que um dia me amou, e eu retribui
Hoje entro em casa e a sinto vazia, sem sua presença
Sua voz não mais habita os cômodos, com suas risadas alarmantes
O lado direito da cama, que antes me esquentava, agora se tornou um túmulo
Mas não posso lamentar por isso eternamente, com os olhos inchados
Penteio meus cabelos longos e castanhos, dou cor aos lábios com batom
E enfrento mais um dia da minha vida, consolando a mim mesma, de que você se foi...
Mário Kazama
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