sábado, 29 de setembro de 2012

Amor corrompido



Aconteceu novamente sem nenhum motivo importante
Sua falta de emoção foi mais uma vez, maior do que meu sentimento
A aspereza e a frieza te rodeiam feito névoas escuras
Não entendo seus coração, sua boca diz sim, mas seus olhos me negam
Muitas vezes penso que invés de sentimentos, bate no seu peito
Uma engrenagem fria e negra de ferro

Dessa vez não vou voltar atrás
Suas palavras, sempre direcionadas e especialmente miradas
Para derrubar meus gestos frágeis e minhas lágrimas
Fico pensando se você age assim com todos ao seu redor
Ou se me escolher especialmente para depositar sua frieza
Já não suporto mais lutar para te entender e te concertar

Exijo que vá embora, para não precisar voltar
Não olhe para trás, pois isso de nada vai adiantar
Já não controlo minhas lágrimas se exaltando de meus olhos
Segurando forte as grades do portão ao te ver partir
Com o coração partido, vendo um sonho acabar
Mas a culpa não foi minha, dei sempre o melhor de mim

Você partiu, e eu também prefiro não olhar para trás
A gola do meu vestido já está úmida devido às lágrimas
Tiro lentamente a aliança que por anos, se prende ao meu dedo
Me ajoelho perante a grama, e choro novamente
Sentindo a falta da pessoa que um dia me amou, e eu retribui

Hoje entro em casa e a sinto vazia, sem sua presença
Sua voz não mais habita os cômodos, com suas risadas alarmantes
O lado direito da cama, que antes me esquentava, agora se tornou um túmulo
Mas não posso lamentar por isso eternamente, com os olhos inchados
Penteio meus cabelos longos e castanhos, dou cor aos lábios com batom
E enfrento mais um dia da minha vida, consolando a mim mesma, de que você se foi...


Mário Kazama


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