Aprendi a viver sem você
Eu te disse, não sou tolo e fraco como tu pensavas
Mais tem a vida pra me presentear do que esperar algo
Vindo dos bolsos das suas controvérsias
E aqui estou eu, de pé, vivo e respirando
Fumando? bebendo as vezes? E quem nunca? Me diz?
A vida adulta e honesta nos propõe vícios humanos e errantes
Mas você nunca vai saber disso, pois você sempre se achou
Boa e perfeita demais pra errar humana e inocentemente
Portanto, seus erros são sujos e assombrosos
A ponto de fazer Hades e os anjos das trevas chorarem
De vergonha por terem inventado a perversão, e você ser
O retrato maior e mais cruel dela
Mas não se defenda, não quero saber de argumentos regados á hipocrisia
Estou cada dia mais perto de tocar na luz da vitória
E portanto você, nada faz parte disso, pois nunca fez questão ao menos
Hoje já consigo me olhar diante ao espelho e gostar mais de mim
Bons amigos, e uma família adorável e fiel que ganhei de presente da luz
Mas não quero ser falso em modéstia, sou bom também
Quando consigo, e quando quero, no fundo eu sei disso
Quem não sabia era você!
E por fim, o que é dor, se transforma numa página do passado
Nuvem de fumaça que o tempo cada vez mais vai afastar de mim
E você, bom, você só é nada mais
Do que as cinzas que cai já mortas e queimadas do meu cigarro
E que o vento leva pra longe despedaçando
Pra logo após, um outro alguém pisar sem ver
E finalmente ser esquecida e sumir ruma ao nada....
Feliz? Eu? Não sei....
Mas to quase lá, e literalmente liberto
Andando com as minhas próprias pernas...
Mário Kazama