terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sequela emocional




Mais uma vez me sinto em dívida comigo mesmo, em dívida com as pessoas e com a vida em si, talvez eu esteja errado, talvez eu sempre estive errado, errado até em pensar em estar errado.
O chão frio, janelas abertas e os vizinhas lá fora insistem em poluir o ar com seus gostos estúpidos por melodias pervertidas, não importa em que planeta estou, tem coisas que nunca mudam.
Levando de manhã, já não aguento meu próprio corpo novamente, passo diante do espelho sem olhar, prefiro não olhar pra ele, não o olho por dias, prefiro assim, prefiro não olhar mais....
Deitado sem pretensão de me mexer, um turbilhão de pensamentos faz explodir uma overdose silenciosa de insatisfações dentro da minha cabeça, e igual a uma musica do Morrissey, permaneço remoendo milhares de vezes em pensamentos difusos, tudo que já se foi, e tudo que ainda não vai ser.
Já de pé em frente a rua, tento não desfalecer diante da paisagem deprimente que tenho como vista, sempre que insisto em me jogar no mundo, enquanto tento por a cabeça no lugar o sol insiste em vaporizar cada partícula dos meus poros, ás vezes eu só quero um cigarro e um café amargo, pra me fazer companhia enquanto decifro meus fracassos, ás vezes só quero deitar e dormir até que eu me sinta em paz comigo mesmo, ás vezes nada faz sentido, pois nada mais importa.
Mas ás vezes, decepcionado com o destino...

...ás vezes eu não quero mais nada...

Mário Kazama

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