sábado, 29 de setembro de 2012
Vírgulas
O que nos faz viver? Como ainda temos iniciativa de lutar?
Se cada vez mais as pessoas nos mostram como podem ser cruéis
O mundo nos cospe na cara, cada fragmento de derrota que vivemos
Nossos sonhos se tornam cada vez mais distantes
Falsos, ingênuos e desafiadores
Dividimos nossa vida, pensamentos e e sentimentos
E as pessoas simplesmente os descartam como um papel amassado
Numa sociedade onde seu sangue suado e sacrificado não é o bastante
Os poderosos se tornam mais poderosos, e os fracos mais fracos
Uma névoa de alienação e medo cobre aqueles que poderiam se levantar
E lutar por uma vida mais digna e honesta
Mas preferem se sentar e ver passar diante dos olhos, o mundo se dissolver em mentiras
A vida de muitos é decidida por poucos, esses porém plantam o caos
Pessoas vendem suas vidas para sobreviver, para não ter fome
O amor é vendido em porções para quem pode pagar mais
Se tem mais valor, se dá mais amor aos objetos, ao invés de pessoas
Não se pensa, não se fala e não se demonstra desconforto
É perigoso pensar muito, e ser caçado como um animal selvagem
Num caos social, onde a sociedade é manipulada com um falso clima
De evolução urbana e e tecnológica, mas na verdade marchamos
Como cordeiros cegos, sobre o comando de tiranos manipuladores
Desumanos e imorais, pregando um falso moralismo com um falso véu de bondade
Ensinando nossos filhos a jogarem fora o amor e o afeto pela vida e pelos demais
Para se transformarem em máquinas estúpidas e agressivas
Até quando marcharemos para o precipício da ignorância?
Não volto mais minha alma e minhas lágrimas
Para uma vida tão injusta e cruel
Se o amor e a verdade não florescem mais nos corações humanos
E a imoralidade e perversão brilham nos olhos alheios
Vou voltar pro meu mundinho de vidro, pois acho que eu não sou daqui...
Mário Kazama
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