terça-feira, 11 de setembro de 2012
O brilho da ilusão
Quem é esse ser, que habita as profundezas da minha alma?
Será ela um anjo, um demônio, será ela real ou surreal?
Ou será apenas um forte e aflito desejo pela perfeição?
Seus belos olhos claros, tão azuis quanto as águas puras do mar
Seu sorriso, intenso e hipnotizante quanto a luz da lua
Os longos cabelos negros, belos e fascinantes como as sombras da noite
Que insistem em me capturar pra perto da sua pele
Pele essa que é mais doce e cheirosa que as próprias frutas do paraíso
Uma inocência pura e romântica, que parece ser herdada dos próprios anjos
Mas tem o coração pulsante em amor, pois seus olhos vibram e seu corpo é quente
Uma amante ardosa, tingida e lavada pela embriagues do amor
Sua voz é doce como a sinfonia cantante dos mais belos pássaros
Cada curva de seu corpo é como uma visita ao infinito da perfeição
Basta um sussurro seu, e meu coração transborda de desejo e paixão
Assim como o mar, intenso e rígido, mas também calmo e confortante.
Mas será tudo isso realidade?
Existirá você mesmo em minha vida?
Um ser tão belo, puro e celestial, que de tão belo
Se parece até com uma pintura rara numa tela iluminada
Será mesmo você, o anjo que tanto implorei pra que viesse dos céus pra me salvar?
Ou tudo isso nada mais é do que uma peça pregada sobre minha própria mente?
Acho que sempre, ou talvez nunca, vou ter essa resposta...
Mário Kazama
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