sábado, 11 de maio de 2013

Equivoco



Odeiio amar
Odeio chorar
Odeio sofrer
Mas amo o sorriso
Amo o carinho e a paixao
Amo o odio do odio a raiva depois o amor
E no final o grande esplendor!
Amor amar
Amo sorrir
Mas dos dois
Vem o sofrer
Do sofrer a dor
E depois o adeus !
Adeus digo porque aqui nao vivo!
Amorte vem e eu parti
Falta voce sente de mim, mas quando meu coracao batia voce nem amor daria
Suas lagrimas cairam mas eu nao voltarei mais, pois de tanto sofrer meu resto se foi
Partirei e sofrerei  eternamente!!!!


Magaly Kessy

Minha Vida




Me perdoe por tudo que eu fiz, a culpa é toda minha...meus sentimentos confusos, minha raiva de viver, é uma infinidade de coisas, que acima do que posso te falar...não posso descrever. Talvez pareça absurdos aos olhos de quem não aprecia a compreensão. Você deveria me pedir desculpas, por me desprezar quase a vida toda,as vezes choro e penso que você não me ama, as vezes penso que você me abandonou,porque me olhas de jeito estranho,falas comigo de um jeito estranho?. Talvez sua alma e a minha não nasceram para dar certo,ou não são compatíveis, dói em saber que você me rejeita só porque, sou verdadeira, ou porque simplesmente não sou seu exemplo favorito de ser humano. Me perdoe por ser realista demais, e não a seu modo,ou sentir teus sentimentos,ou respirar teu mesmo ar....A culpa é tão grande,que toma meu espírito e tira minha liberdade de achar a luz e viver em paz....só em paz


Tacila de Melo

terça-feira, 12 de março de 2013

Desapego




Como o destino é inesperado
Tudo tão estranhamente se cria e se desfaz como num piscar de olhos
Sentimentos, cores, sensações, prazeres, medos e a própria fé
Foi como uma chuva de agulhas penetrando meu ser
Incessante e instantaneamente, passando pela minha alma
Pensei até que não ia suportar continuar com esse desagrado preso em mim
Me faltava o ar, perdi totalmente a vontade de viver em meu corpo
Ou pelo menos eu anteriormente pensava que seria assim
Uma nuvem poluída e talvez um aperto de lamento no peito
Como um gosto amargo na boca, que insiste em encomodar,
Uma ferida aberta no peito, que sangra sempre que se pensa demais no passado
Foi tudo ou só isso me restou
É como se destacasse uma página rabiscada de um caderno
Jogando quase que uma vida fora, experiências boas e ruins
E começando novamente, um rascunho de algo novo, numa folha branca
Difícil, mas necessário,não olhar pra trás
E mesmo acordando com um rumo novo na vida
Nossa consciência insiste em nos reprimir
Nos fazendo lembrar de algo que não mais deve ser lembrado
Esquecido e adormecido na frustração, mas não é tão fácil como parece
Mas o dia está chegando, cada vez mais próximo
O dia em que vou acordar, olhar pra frente e me sentir totalmente livre
E quando eu me sentir assim, um respiro puro de alívio e desapego
Vai me conduzir ao rumo novo na vida, rumo esse menos distante da felicidade...


(Mário Kazama)




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Patologia Bipolar



Psicose bipolar que não dá pra evitar. Dor no coração causada pela indecisão: - Olhem os cachorros! - Não, é não!
Seus olhos me intimam, suas palavras me arrepiam... - Escutem os pássaros! - Sim, é sim! Nunca é tarde para ser alguém, mas sempre é cedo para desistir. - PULEM! - PULEM! O inseto quer passar!
Ser patológico, sou doente, sou louco, sou velho e psicopata. Nada me destrói: nada me mata! Sou apenas um anjo...
- Parem! - Parem! - A briga cessou, o dia findou e você só me encantou...


Purê, Lucas.

Febre compulsiva



Eu fugi, fugi da minha vida, das pessoas ao meu redor, do lugar onde eu cresci.
Fugi também das mágoas, do medo e da falta de humanidade os outros
Mas algumas delas decidiram me seguir, como um pesadelo de olhos abertos
Já não me ponho no lugar sem ter que lembrar de algo que já vivi
Muitas vezes coisas que me perpetuaram de forma insana e pavorosa
Não consigo me livrar da sensação de tocar em sua pele
E de sentir, o cheio mortal e tentador dos seus cabelos
Meu sangue pulsa, e só de perceber que após dormir a decadência do passado se envolve sobre mim
Os pesadelos doentios agora me senguem até quando estou acordado
Como não ouvir uma certa canção, e não lembrar de você?
Maldito coração, que insiste em manter sua alma viva dentro do meu ser
As vezes olho pra você, as vezes até falo, mas preferia não olhar, e nem lembrar de ti
Tudo á seu respeito me magoa, como uma febre compulsiva, não consigo me livrar
Da sensação do seu corpo quente junto ao meu, mesmo isso me machucando e sangrando
Como uma farpa inserida nas minhas veias, já não sei onde começa e termina meus limites
Se estou vivo ou prestes a morrer, respirando, ou se estou sentindo frio
Nada disso me importa mais, a angústia e o medo já me consumiram loucamente
Eu só peço, se alguém estiver ouvindo meus sussurros de lamentação
Que me tire desse cativeiro, de incertezas e ilusões, onde tudo me envenena
E meus pensamentos não mais posso controlar, já estou prestes a desistir
Só não sei se desistindo, onde vou parar...


Mário Kazama

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sequela emocional




Mais uma vez me sinto em dívida comigo mesmo, em dívida com as pessoas e com a vida em si, talvez eu esteja errado, talvez eu sempre estive errado, errado até em pensar em estar errado.
O chão frio, janelas abertas e os vizinhas lá fora insistem em poluir o ar com seus gostos estúpidos por melodias pervertidas, não importa em que planeta estou, tem coisas que nunca mudam.
Levando de manhã, já não aguento meu próprio corpo novamente, passo diante do espelho sem olhar, prefiro não olhar pra ele, não o olho por dias, prefiro assim, prefiro não olhar mais....
Deitado sem pretensão de me mexer, um turbilhão de pensamentos faz explodir uma overdose silenciosa de insatisfações dentro da minha cabeça, e igual a uma musica do Morrissey, permaneço remoendo milhares de vezes em pensamentos difusos, tudo que já se foi, e tudo que ainda não vai ser.
Já de pé em frente a rua, tento não desfalecer diante da paisagem deprimente que tenho como vista, sempre que insisto em me jogar no mundo, enquanto tento por a cabeça no lugar o sol insiste em vaporizar cada partícula dos meus poros, ás vezes eu só quero um cigarro e um café amargo, pra me fazer companhia enquanto decifro meus fracassos, ás vezes só quero deitar e dormir até que eu me sinta em paz comigo mesmo, ás vezes nada faz sentido, pois nada mais importa.
Mas ás vezes, decepcionado com o destino...

...ás vezes eu não quero mais nada...

Mário Kazama

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fascínio anônimo



E lá estava eu, com os olhos mórbidos tentando focar o olhar
Em algo que mantivesse minha mente distraída
Pessoas, passos, barulhos irritantes, gestos, calor...
Olho pros lados, o desconforto e as sacudidas do veículo só me deixa mais inquieto
E tudo que eu tento fazer é manter meus cabelos em ordem...
Meio sufocado e meio desengonçado, meus óculos escuros são meu escudo
Para disfarçar minha expressão de insatisfação e frustração
Mas ao olhar de relance pros lados, em um deles vi aquela figura
Sentada, muda, mexendo nos cabelos, enquanto sussurrava bem baixinho
Uma canção que ouvia com seus fones coloridos, esperados em seu celular
No momento, pensei que ela ali, nem notou minha presença
Mas quando olhei de novo, lá estava ela, cedendo seu lugar, e sentando no acento das janelas
E sem dizer uma palavra, quimicamente me convidando pra sentar me ao seu lado
Sentei, com vergonha e um pouco de medo, nem sabia me mexer
Pois seus olhos claros e os cabelos loiros me ofuscavam
Olhava pra janela, sussurrando as canções que ouvia, e quando dava, em frações de segundos
Desviava os olhos pra mim, meus cabelos longos e meus óculos escuros ofuscavam ela também
Nenhuma palavra foi dita, mas ela sentiu o que eu senti também
Nenhuma expressão forte foi feita, mas ao fundo do acontecido, se percebe o sentimento
Talvez ela só esperava uma palavra minha, um gesto á mais do que um simples cruzar de braços
Mas eu estava preocupado e com medo demais pra dizer um simples oi pra aquela bela garota
Uma aparição, talvez a única boa chance que tive de conhecer a felicidade
Mas eu a deixei ir, eu desperdicei, por ser tolo e inseguro demais.
E prestes a ir embora, ela se levantou, e mesmo não sabendo onde estava meus olhos
Pois eu os cobria com com óculos, ela sorriu, um lindo sorriso
Se levantou, e saltou para a calçada, para a rua, e para seu destino
Talvez eu nunca mais a veja, talvez eu devia ter sido mais corajoso e audacioso
Quem sabe um dia....
Quem sabe numa outra vez....
Mas até lá, vou ficar a pensar, no anjo que sorriu pra mim, e eu o deixei ir...


Mário Kazama